quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O tal empoderamento...




Outro dia, uma conhecida me pediu um artigo científico para convencer uma mãe a desistir de uma cesárea eletiva. Disse a ela que nenhuma informação poderia convencer ninguém de nada, que ela já havia decidido o rumo desta gestação.
É bem verdade que a imprensa tradicional é bem tendenciosa em relação à cesárea. Por que ela é realmente mais segura? Por que somos loucas que tentamos a qualquer preço um exercício biológico do corpo em um parto natural?
Não. A resposta é porque a mídia é patrocinada por órgãos, por laboratórios que se beneficiam com as cesáreas eletivas. Laboratórios, empresas ligadas a área médica também financiam a pesquisa de novos equipamentos e fármacos eficientes para alivio da dor, fios para cicatrização etc. E profissionais são convidados para congressos cheios de mimos para conhecerem os benefícios destas descobertas. Como abrir mão de tudo isso, deixando no armário a possibilidade de “fazer um parto”, para ser apenas coadjuvante de um nascimento?
De certa forma o protagonismo médico é confortável. Não exige grandes mudanças, revoluções, questionamentos. Basta ir a todas as consultas de pré natal, vibrar com os ultrassons, achar o médico o máximo por ter o equipamento no consultório, seguir suas orientações. No lugar do parto apenas uma cirurgia que trará seus filhos para seus braços, passivamente. Que importa se feita com 37 semanas? O médico com seus aparelhos mágicos sabe a hora que o bebê está pronto. Afinal, me ensinaram a ser uma menina comportada: não fazer perguntas indiscretas e principalmente, respeitar o médico (ou o pai ou Deus).
E existe conforto em tudo isso: muitas pessoas fizeram esse mesmo caminho. Para que procurar um médico fora do plano de saúde? Para que abrir mão dos benefícios de uma anestesia ou mesmo da cirurgia?
Não adianta: sementes só nascem em solos férteis. O que fertiliza esse solo? A vida, as experiências anteriores deste ser humano.
Muito se fala de empoderamento. O que é essa palavra? Assumir o protagonismo das próprias escolhas. A maternidade é um momento em que esse chamado se torna mais claro. Afinal é no momento que nos tornamos mãe que deixamos a história da filha para trás para escrever nosso capítulo como força feminina criadora daquela nova família.
O empoderamento se dá muito antes, quando decidimos não seguir a religião dos nossos pais, quando escolhemos a faculdade que é nossa vocação e não a tradição da família, quando adotamos a homeopatia no lugar da alopatia, quando resolvemos viajar sozinha pelo mundo.
O protagonismo é a capacidade de fazer escolhas baseadas, não no medo de não conseguir, não na crença de modelos estabelecidos e difundidos pela mídia, mas pela nossa capacidade de pensar e agir de acordo com nossas crnças.
Não adianta com artigo convencer uma mãe que ela deve ter um parto. Ela ainda está na tutela do médico, da família, da mídia que a faz acreditar que ela escolheu, quando de fato ela se trata de um marionete na mão de poderosos títeres.
Cortar os fios não é fácil. Ser títere da própria vida é solitário e pioneiro. Existem poucas referências por perto. Sair da matrix é difícil em todos os sentidos. Nunca olharemos para uma tinta de cabelo com a mesma inconsciência, nem uma vitamina artificial como inofensiva. Empoderar-se é entender como as coisas funcionam. Não adianta um texto, uma palestra para mostrar que suas escolhas estão inadequadas.
Empoderamento ou você tem ou você não tem. E não quer dizer que a mulher que teve uma cesárea não é empoderada. Conheço muitas mulheres que assumiram o poder interior e vivenciaram uma cirurgia. E um monte de mulheres que nunca assumiram o protagonismo da própria vida que tiveram partos naturais na água.
O empoderamento está na vida, em cada atitude desta mulher. Esse poder pode ser forte, como um tufão, ou sereno e leve como uma brisa. E não por acaso,  essas mulheres se aglomeram em diversidade para lançar sementes para que outras mulheres, em seus solos já férteis, gestem o poder interior e cortem os fios e assumam o controle de suas próprias escolhas.

Fonte:http://www.blogmamiferas.com.br/

Versão cefálica externa, ele pode virar, SIM!

Bebê pélvico:

a tão esperada cambalhota

No final da gravidez o ultrassom mostra o bebê sentado dentro do útero. Surge a expectativa de que ele logo vire de cabeça para baixo. O tempo passa… E nada! Hora de perder a esperança de um parto normal? A resposta é não. Uma manobra simples pode ajudá-lo a mudar de posição.

Por Luciana Benatti

A notícia veio como uma ducha de água fria. Com 36 semanas de gravidez, acreditando que a bolsa tinha rompido, Letícia procurou o hospital, onde fez um ultrassom. A suspeita não se confirmou, mas ela descobriu que sua filha Helena estava na posição pélvica, ou seja, sentada. Surpreendida pela novidade, Letícia manteve o otimismo e nem pensou em abandonar os planos de um parto natural: “Eu não queria uma cesárea”.
Quando se trata do primeiro filho, caso de Letícia, o fato de o bebê estar pélvico é indicação de cesariana. Sabendo disso, ela tentou de tudo para ajudar sua filha a virar: exercícios, moxabustão (técnica da medicina tradicional chinesa) e acupuntura. Sem resultado. “Minha sensação era de que ela estava tentando virar e não conseguia”, recorda. Por fim, seguindo a sugestão de sua doula, resolveu tentar a , manobra obstétrica sobre a qual já havia lido na internet e ouvido falar em grupos de discussão de grávidas na internet.
Nesse procedimento, realizado com anestesia no hospital – ou, numa versão mais “light”, no próprio consultório – o médico usa as mãos para empurrar suavemente o bebê por fora da barriga da mãe. O maior risco é um descolamento de placenta, o que exigiria uma cesárea imediata. A manobra também pode estimular o trabalho de parto, por isso só é feita depois de 37 semanas, quando o bebê já está a termo, ou seja, não correria o risco de nascer prematuro.
Depois de pesar os prós e contras, Letícia achou que valia a pena tentar. Acompanhada da irmã mais nova, estudante de medicina, chegou um pouco apreensiva ao consultório da obstetra Andrea Campos. “Fui sem nutrir muita esperança e com medo de que fosse uma coisa violenta com o nenê”, confessa. Um ultrassom feito duas horas antes confirmara a posição do bebê e que as condições para a realização da manobra eram favoráveis: havia boa quantidade de líquido amniótico e nenhuma circular de cordão – o popular cordão enrolado no pescoço – que aumenta os riscos da manobra.
Para ajudar, além de ficar bem relaxada durante o procedimento, a mãe pode beber muita água nos dias anteriores. Isso aumenta a quantidade de líquido amniótico e consequentemente a mobilidade do bebê dentro da barriga da mãe.
A irmã de Letícia ajudou a segurar o bumbum da sobrinha enquanto a médica gentilmente empurrava sua cabecinha. Presenciou um momento raro. “Senti um desconforto na pele, com aquele puxa para lá e para cá, e percebi quando as perninhas passaram. Assim que virou, a sensação foi de alívio. Achei que seria mais difícil”, relata Letícia. A doula, que também estava presente, ajudou com acupuntura. O temor de que o procedimento fosse invasivo não se confirmou: “É muito sossegado e carinhoso com o bebê.”
Embora seja recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que a considera uma manobra segura, eficiente, de baixo custo e que ajuda a reduzir os riscos do parto normal pélvico e da cesárea, a versão cefálica externa é um procedimento em extinção no Brasil: não é ensinado aos futuros médicos durante na faculdade e nem na residência em obstetrícia. O motivo é um só: falta de interesse. Num país onde tudo é motivo para a cesárea – incluindo razões sem qualquer respaldo na medicina, como a violência e o trânsito nas grandes cidades – o bebê estar em posição pélvica acaba sendo uma boa justificativa para marcar a cirurgia.
A obstetra Andrea Campos aprendeu a virar bebês com o colega Jorge Kuhn, que por sua vez se familiarizou com a técnica durante uma temporada de estudo e trabalho num hospital da Alemanha, país em que esta e outras técnicas para evitar a cesárea são muito difundidas.
Desde 2005, quando realizou pela primeira vez, junto com Kuhn, uma bem sucedida versão cefálica externa no hospital, Andrea já realizou a manobra em 21 gestantes, sendo 13 delas no consultório, uma versão mais suave, digamos assim, da manobra. “É preciso sentir a posição do bebê. Se ele quiser virar, se estiver fácil, dou apenas uma guiada. Caso contrário, deve ser feita no hospital”, explica Andrea. Durante o procedimento, o coração do bebê é monitorado de tempos em tempos. “Às vezes cai um pouquinho a frequência cardíaca, mas logo se recupera. Se isso não acontecer, é preciso fazer a cesárea. Por isso, no consultório, se a frequência cair, nem tento a versão.” Os resultados em consultório têm sido animadores. De março de 2010 até hoje (11 de julho de 2011), dos 13 casos em que Andrea tentou a versão cefálica externa, em 11 obteve sucesso. Dos 11 bebês que viraram com a ajuda da obstetra, nove nasceram de parto normal e dois ainda não haviam nascido até o fechamento desta reportagem. Nos dois casos em que não houve sucesso, um bebê nasceu de cesárea e o outro continuava pélvico (e seus pais, esperançosos) enquanto estas linhas eram escritas.
“Existe uma ideia de que, se o bebê está pélvico, a única opção é a cesárea. As mulheres precisam saber que a versão cefálica existe e é possível’, diz Letícia, que graças a essa alternativa tão pouco conhecida e praticada no Brasil conseguiu realizar seu desejo de um parto normal: Helena nasceu num lindo parto na água.

Fonte:http://casamoara.com.br/a-tao-esperada-cambalhota/#more-1240

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Parto tecnológico: um show de horrores!

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Uma fêmea de mamífero, quando prestes a parir, geralmente se isola, procura um lugar tranquilo, silencioso e de pouca luz. Nesse ambiente, o parto se dá de forma natural. Mas, o que ocorre com as fêmeas da espécie humana? Lamentavelmente, o parto tecnológico, em ambiente hospitalar, barulhento, frio, bem iluminado e geralmente como resultado de um parto cesáreo (previamente agendado). Imagino como as crianças são muito mal recebidas neste mundo. De repente, todo o oposto da segurança e quietude uterinas irrompem em poucos segundos. É um choque inimaginável. Parturientes dopadas, médicos apressados, pais fotógrafos / cinegrafistas, sondas no nariz, aquecedores artificiais, gente estranha, bactérias superpoderosas e... nada da mãe, dormindo ou cheia de dor. 
 
O primeiro vínculo do ser é o ventre materno. O estresse, a alimentação e as emoções atuam diretamente no feto. Para seu bem ou não. O segundo vínculo inicia-se no parto e vai até os três meses de vida, no qual a relação de intimidade e proximidade entre mãe e recém-nascido (RN) é fundamental pelo resto da vida. Não é à toa que os peitos ficam em uma localização tal que, quando mamando, a criança fica a a 10 ou 15 cm do rosto da mãe. Isso tem uma razão de ser: o RN reconhece apenas rostos que estão suficientemente pertos. A proximidade é fundamental, particularmente no momento da amamentação, instante de troca emocional e doação amorosa, além da nutrição completa do corpo. Há outros vínculos mais, com ambiente familiar, social, emocional e intelectual, que serão abordados posteriormente.
 
Não me espanta o número de mulheres que chegam às maternidades e não têm mais dilatação do colo uterino, "impedindo" o parto vaginal. É o parto tecnológico, o ambiente hospitalar (fisica e emocionalmente inadequado) e a programação mental a qual as futuras mamães são cruelmente submetidas durante o pré-natal que fazem isso. Aí, então, tome cesariana. E tome anestésico. E tome analgésico. E tome soro. E tome curativo. E tome criança separada da mãe. E tome mamadeira. E tome um show de horrores! Depois, a grande desculpa: os peitos secaram, não têm leite, estão rachados, inflamados, infectados. Não me admira que falte leite, diante dessa sequência absolutamente antinatural de gestar e dar a luz. Ou será que que as mamães têm medo que suas mamas despenquem ao oferecer seu leite ao seu rebento? Precisamos voltar à natureza, sábia demais, pois gestação e parto bem conduzidos e naturais (o máximo possível) podem ser a diferença entre um ser humano futuramente equilibrado ou inadequado pelo resto vida.
 
Carlos Bayma
Urologista em Pernambuco

Nascer Sorrindo Caxias - IX 2011

Pregnancy. Alex Grey

Nosso Encontro desse mês...OBA!

Será dia 07/09/2011 - Quarta feira
Das 14h as 16h
Local: Compasso Escola de Dança - Rua Olavo Bilac, 624.
Aquela rua em frente a Padaria Rio Branco, na Av. Rio Branco.
É uma casa com uma cerca viva na frente.
Qualquer dúvida, me liguem!






Abertura do 1° Centro de Parto Normal da Rede Cegonha - Mansão do Caminho, em Salvador/BA

 
 
Era apenas oito da manhã, mas a atividade já era intensa na estreita e longa rua São Marcos, no bairro popular de Pau da Lima, em Salvador. Apesar de ter transitado por essas bandas já algumas vezes, neste particular dia senti a nítida lembrança das ruas do Cairo no Egito, uma das cidades mais populosas do mundo, onde pessoas moram até nos cemitérios. A mesma intensidade urbana, o fluxo de carros, ônibus e micro-ônibus, os prédios inacabados para sempre, a sujeira que nunca mais irá embora, os becos abrindo perspectivas sobre favelas enchendo o horizonte. E as pessoas... a vida pulsando, a luta pela sobrevivência, a cada minuto, acreditando que amanhã talvez o futuro será melhor, mesmo aqui, no cúmulo do caos urbano, triste exemplo do abandono e da descaracterização do espaço público. De repente, uma longa parede e um portão azul claro. Um outro mundo se abre. Paz e Harmonia. Na Mansão do Caminho, Centro Espírita fundado em 1954 pelo médium Divaldo Franco, reina o verde profundo das árvores, as cores dos jardins e os cantos dos pássaros. A creche, escola, lar de idosos, biblioteca, centro de saúde e outras instalações, todas impecáveis, que atendem benevolamente as comunidades locais, juntam-se a um prédio novo, plantado numa colina: o tão esperado Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, o primeiro na Bahia e o primeiro do Brasil a integrar o programa federal Rede Cegonha*.
Nesta sexta-feira, dia 26 de Agosto de 2011, o Centro de Parto Normal (CPN) foi inaugurado na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do governador Jaques Wagner, do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, do fundador da Mansão do Caminho, Divaldo Franco, e dos voluntários da instituição.
O CPN foi inicialmente uma iniciativa da Mansão do Caminho, sendo a construção financiada exclusivamente por doações de entidades e doadores particulares do Brasil e afora. Já os equipamentos foram custeados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e pelo Ministério da Saúde. A finalização das instalações do CPN Marieta de Souza Pereira coincidiu com o lançamento do Programa Federal Rede Cegonha, que pretende mudar o modelo assistencial durante o período perinatal. Dos 25 Centros de Parto Normal que já existem no Brasil, o CPN Marieta de Souza Pereira foi o primeiro que se mobilizou. O contexto favorável permitiu formar uma boa parceria entre o governo do Estado e o governo Federal, alocando um financiamento diferenciado para o CPN, que receberá a partir de agora custeio mensal de R$ 80 mil mais R$ 50 mil para o pré-natal (ambulatório), além de outros incentivos. Sendo o primeiro Centro da Rede Cegonha a entrar em operação, espera-se que ele servirá como exemplo e centro de treinamento para outros profissionais. Os outros 25 CPN´s do Brasil passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do Plano de Ação da Rede Cegonha regional.
Segundo o Ministério da Saúde, "o CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo as gestantes um ambiente com maior privacidade". No CPN Marieta de Souza Pereira são seis quartos de PPP (pré-parto, parto, pós-parto), sendo um dos quartos de PPP equipado com uma banheira, todos com maca de PPP, amplo banheiro privativo com água quente, cuba para dar banho no recém-nascido, além dos equipamentos previstos pela Lei**. Enfermeiras obstétricas e obstetras irão trabalhar em parceria, sendo duas enfermeiras e um obstetra por plantão, além de doulas voluntárias ainda a serem treinadas. Segundo a Dra. Marilena Pereira Souza, Coordenadora Médica do CPN que acompanha o projeto desde o início, a intenção é de resgatar todo o potencial das enfermeiras obstétricas, colocando-as no 1° lugar, ao contrário do modelo atual de assistência onde prevalece o médico. As enfermeiras que irão atuar no CPN Marieta de Souza Pereira já são experientes e receberam 15 dias de treinamento no Hospital Sofia Feldman em Belo Horizonte, referência em termos de humanização do parto e nascimento. O treinamento incluiu também formação em reanimação neonatal.
São previstos uma média de 120 partos por mês. Como o CPN Marieta de Souza Pereira é credenciado pelo SUS, ele acolherá gestantes que tenham feito pelo menos dois atendimentos pré-natais pelo SUS e cuja gravidez é de baixo risco. Estava presente também no dia da inauguração a equipe técnica da prefeitura de Lauro de Freitas (Grande Salvador), que já planeja a construção do próximo Centro de Parto Normal da região. O secretário da Saúde da Bahia destacou que “144 municípios que possuem hospitais de pequeno porte serão beneficiados com a nova política. Estes hospitais terão R$ 3 mil por mês para estar obrigatoriamente realizando a atenção ao parto normal e ao primeiro atendimento de urgência e emergência”.
Como ressaltou o governador Jacques Wagner durante a inauguração, “A Mansão do Caminho é um espaço privilegiado, carregado de energia positiva pelos trabalhos que já são feitos aqui”. Ao ver o primeiro Centro de Parto Normal da Rede Cegonha sendo inaugurado neste lugar singelo (no melhor sentido da palavra) me deu um gosto de esperança no qual às vezes nem acreditava mais. Tinha lá algo muito simbólico, tanto pelo fato de ser na Bahia, um dos estados com os piores indicadores de morte materna no Brasil, como pelo fato de acontecer no seio de uma instituição que, segundo o próprio Divaldo Franco é em si mesma “um testemunho de que o amor vive no coração da criatura humana e de que nós, dentro de nossa relatividade, amamos, procurando converter em ações as manifestações que existem em nós (…)”. Valeu sonhar alto!
 
 



*O programa Rede Cegonha é composto por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. As medidas previstas na Rede Cegonha – coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas pelos Estados e Municípios, que deverão aderir às medidas – abrangem a assistência obstétrica, com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também na assistência infantil.
O Governo Federal está implantando o Rede Cegonha inicialmente na região Amazônica e no Nordeste, onde existem os piores indicadores de morte materna no Brasil, para depois estender o Programa para o resto do Brasil. Segundo a superintendente Estadual da Assistência Integral à Saúde do Estado da Bahia (Sais), Gisele Santana, “Na Bahia, estamos começando com as quatro regiões em que os indicadores são piores: Região Metropolitana de Salvador; região Sul, região Norte e Centro-norte. A previsão é que a Rede esteja implantada em todo o Estado até 2014”.
** Portaria nº 985, de 5 de agosto de 1999.
Fontes:
- Supervisão de Gestão do Sistema e Regulação da Atenção á Saúde do Estado da Bahia
Mais sobre a Rede Cegonha:
_Fotos de Anne Sobotta. O crédito da foto de um painel é de Alice Ramos_